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domingo, 26 de maio de 2013

Alongamento, um bom motivo para se fazer

 Um dos vários assuntos que são essenciais em um sistema regular de atividades físicas e, ao mesmo tempo bastante contraditório no âmbito científico, é aquele que se refere aos alongamentos. Antes sempre ouvíamos de nossos professores de educação física escolar que antes de se iniciar qualquer atividade que demande um gasto energético, o alongamento seria o ponta pé inicial. Com o passar dos tempos, alguns artigos científicos atribuíam ao ato de alongar-se um ineficiência que poderia ser descartada para os parâmetros do treinamento, já que não apresentaria melhoras significativas, muito menos, ao que antes se dizia, prevenia lesões. O fato é que realmente, o alongamento, nos ajuda a melhorar nosso condicionamento, desde que se saiba utilizar esta ferramenta. 

Vamos ressaltar o seguinte: A boa forma física é composta por variáveis múltiplas, que tem como objetivo a contemplação corporal de uma maneia global. Força, potência, agilidade, velocidade, resistência, equilíbrio, coordenação e flexibilidade. Este último como podemos perceber, se encaixa no contexto do alongamento, portanto, torna-se também um componente do bom condicionamento físico. A flexibilidade pode ser esclarecida como a amplitude absoluta de uma determinada articulação, ou seja, quanto mais flexível se é, maior e mais segura será a realização de movimentos articulares. 

A inexistência ou pouca flexibilidade traz perigos para o indivíduo. Com a não prática desta vertente, o músculo tende a encurtar-se, ele diminui o seu tamanho natural, uma vez que nosso organismo utiliza a lei do desuso, se você não utilizar vai perder. Este encurtamento contribui para as dores em articulações e músculos. Além disso, a tensão provocada também ocasiona uma severa perda de força e potência, já que devido à redução de seu tamanho, o mecanismo de contração e relaxamento das fibras musculares fica comprometido. Já existem casos comprovado cientificamente, poucos é verdade, de que esta limitação também influencia na irrigação sanguínea muscular durante o exercício, apenas lembrando que este fator é responsável por levar oxigênio e nutrientes ao musculo que está sendo solicitado. 

Ao passarmos a utilizar a nossa flexibilidade conseguimos obter resultados benéficos para o nosso sistema musculo esquelético. Aumentando a distância que nosso músculos conseguem alcançar, conseguimos uma diminuição na tensão geral intramuscular, isso explica a sensação de relaxamento que se sente ao realizar esses exercícios. Um aumento na força de maneira indireta também se é possível, já que estamos aumentando a distância de contração muscular. Além dos benefícios já mencionados, um programa de flexibilidade pode melhorar a sua postura, desenvolvimento da consciência corporal, Melhora da coordenação, além de estimular a circulação, aumentar a energia e promover o relaxamento.

          A ciência ela vem a público especificar que o alongamento deve ser usado em um programa de melhora de flexibilidade, beneficiando assim uma das vertentes que compõem o bom condicionamento físico. A grande confusão se dá na utilização da ferramenta. O alongamento não deve ser usado como aquecimento, mas sim, também, com uma parte da preparação para o esforço. O alongamento é essencial sim, assim como todos os outros pilares constituintes da capacidade física e desempenho humano. Podemos concluir que o alongamento pode ser realizado, pois só trará benefícios a seu estilo de vida.

José Isídio - Educador Físico - joseisidio1@gmail.com

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